Segundo historiadores, entre os anos de 1822 e 1823, com a concessão de terras pelo Governo Português, chegou a este local o primeiro povoador da região: o italiano Joseph Fabrízio, que passou a chamar-se José Fabrício da Silva, atendendo às exigências legais da época para a concessão de terras no Brasil.
Algum tempo depois, em um período em que o atual município ainda integrava o 4º Distrito de São Borja, ocorreu a morte de um de seus filhos. O sepultamento foi realizado no alto de uma coxilha, nas proximidades do local onde hoje se encontra a Igrejinha. A partir desse acontecimento, teve início o Cemitério da Igrejinha, considerado um dos mais antigos do município.
O nome “Igrejinha” surgiu em razão da pequena capela construída junto ao cemitério, cujo formato lembrava o de uma igreja, marcando definitivamente a identidade do lugar.
Conta-se que o velho José Fabrício, profundamente abalado pela perda do filho, decidiu mudar-se da região, estabelecendo-se às margens do Piratinin, onde atualmente se localiza a Estância Velha.
Nas imediações da Igrejinha, o local passou a ser ponto de parada para carreteiros, tropeiros e mascates que transitavam pela antiga estrada real. Muitos sesteavam ou pernoitavam nas proximidades do cemitério, aproveitando as condições favoráveis para o descanso: um capão de mato à margem da estrada e água límpida e fresca, elementos essenciais para quem cruzava longas distâncias naquela época.
